Temps d'Images 2018

16ª Edição

O TdI já fez 15 anos, e mais do que um manifesto, quer manifestar-se.
Esteve quase para mudar de nome mas depois percebeu que não precisa disso para crescer e aparecer.

Por circunstâncias diversas, esta edição marca o início de um novo ciclo, que aproveitámos para, mais do que fazer um balanço unir esforços para renovar e revitalizar os modos de pensar, construir e apresentar este festival maioritariamente financiado com fundos públicos, o que implica um trabalho desejavelmente orientado por pressupostos cada vez mais claros, ainda que complexos e exigentes.

Assim, apresentamos agora um programa que, se olhado com atenção, nos parece reflectir algumas premissas essenciais que pretendemos solidificar, mantendo-nos atentos à necessária flexibilidade que a produção artística implica.

A realidade orçamental do TdI implica a pacificação com um programa forçosamente composto sobretudo pela apresentação de artistas nacionais ou residentes numa área geográfica próxima e acessível, o que nos permite apoiar um tecido profissional muito competente e promissor mas também frágil e sedento de oportunidades.

Dentro deste largo espectro que é a relação entre a imagem e a arte ao vivo, e por nos orientarmos para trabalhar com a porta aberta, somos procurados tanto por artistas em início de carreira, como por “veteranos” que pretendem viabilizar trabalhos que por diversas razões exigem condições específicas, que vão desde o interesse por espaços alternativos de apresentação, até propostas que implicam “riscos” específicos, muitas vezes ligados à disponibilidade para falhar – que importa defender com unhas e dentes – ou vias estéticas e abordagens/características/ferramentas/procedimentos artísticos que não encontram lugar noutros contextos.

É para nós claro que o TdI, mais do que uma instituição, é uma plataforma, por definição instável e insegura, que só existe porque existe também uma rede de parceiros que se une para que possa frutificar.

O TdI não tem sala própria, nem quer ter.

Gosta de frequentar a casa dos outros, onde é normalmente muito bem recebido e encontra um lugar para os seus encontros e desencontros.
É fundamental agradecer a todos os espaços que nos acompanham e acolhem, muitas vezes com uma generosidade surpreendente, e é claro que usamos o termo “espaço” para designar um vasto conjunto de pessoas, de programadores a técnicos. Quando virem a lista de parceiros que qualquer edição do TdI implica, lembrem-se que há uma forte maioria de profissionais (e às vezes amadores) que se dedicou a um projecto que não assina directamente, ainda que investindo significativo tempo e energia para que seja bem sucedido.

O TdI não quer proteger os artistas mas já percebeu que deve proteger cada vez mais as condições em que trabalham, e que só assim se protege a si mesmo.

Um insuficiente parágrafo de homenagem aos artistas, aos “nossos “e a todos os outros, por continuarem a fazer o que têm de fazer, independentemente das dificuldades e aleivosias públicas e privadas.

Por fim, queremos mencionar uma pessoa em particular – Maria José Peyroteo, parte do TdI desde sempre e que este ano já não aparece nos créditos mas continua a aparecer em todo o lado.

Zé, esta edição é para todos, mas muito especialmente para ti.

Ficha Técnica

Direcção
António Câmara Manuel

Direcção Artística
Mariana Brandão

Direcção LOOPS.LISBOA
Irit Batsry
Alisson Avila

Direcção de Produção
Ana Sofia Nunes

Coordenação Técnica
Gonçalo Ribeiro

Comunicação
Rita Bonifácio / Paris Texas

Design Gráfico e Website
CATO Atelier

Ilustrações
João Fitas

Registo Fotográfico
Alípio Padilha

Registo Videográfico
Filipe Bessa Vieira

Uma produção
DuplaCena
Horta Seca