Artistas: Adrian Ganea (Roménia), Alison Neighbour (Reino Unido), Clara Chabalier (França), João Estevens (Portugal), Marion Thomas (França), Mateja Rot (Eslovénia), Olinda Favas (Portugal) e Raluca Croitoru (Holanda/Roménia)

 

PROGRAMA

As seguintes actividades carecem de reserva: VALE MISTERIOSO de João Estevens e SEM TÍTULO de Olinda Favas. Reservas através do endereço ccmalaposta@gmail.com (por favor indicar número de lugares, sessão e horário no título da mensagem).
Todas as outras actividades têm lotação limitada, mas não será necessário inscrição/reserva, bastará aparecer dentro dos horários correspondentes e a gestão será feita directamente no Centro Cultural da Malaposta.

 


 

AS SOMBRAS EXANGUES DERRAMAM LÁGRIMAS
Adrian Ganea
(M/12)

 

Baseando-se em estudos recentes em biologia, relativos à teoria da simbiose, Adrian está a testar vários cenários com bonecos automatizados e com uma simulação por computador de formas de vida simbióticas. Trata-se de questionar, através da tecnologia, as condições de “viver juntos”, bem como os meios possíveis de coexistência dos organismos, sejam estes biológicos ou não. Nesta exposição, Adrian apresenta a sua pesquisa e partilha online ficheiros da simulação em curso, bem como outra documentação sobre o seu trabalho.

 

Mais informações aqui


 

UM (FUTURO) CAMINHO COSTEIRO NO PAÍS DE GALES (UMA JORNADA E UM ENCONTRO NO ESPAÇO PÚBLICO)
Alison Neighbour
(M/12)

INSTALAÇÃO
Centro Cultural Malaposta
7 e 8 de Novembro, entre as 17:00 e as 19:30
Sub-palco, lotação máxima 10 pessoas em simultâneo

 

Em resposta à crise da lenta subida do nível do mar que está a acontecer em todo o mundo, Alison convida o público para uma jornada através da paisagem, para que possa considerar o que podemos perder ou ganhar. Como é que nos adaptamos e aceitamos a mudança?

 


 

DEFESA PARA ALÉM DA SOBREVIVÊNCIA
Clara Chabalier
(M/12)

INSTALAÇÃO, PERFORMANCE, E DISPOSITIVO DE DIÁLOGO SER HUMANO/MÁQUINA
Centro Cultural Malaposta – Encontro no foyer
7 e 8 de Novembro, entre as 17:00 às 19:30

 

“The Defense beyond Survivors” (Defesa para além da Sobrevivência) propõe à audiência seguir o processo de escrita do narrador de “A Invenção de Morel”, que, fascinado com as narrativas neomalthusianas sobre sobrepopulação, quer arranjar argumentos que poderiam defender a nossa geração. E se tivesse que contar, não só com os vivos, mas também com as imagens que criamos e que nos perseguem – fantasmas da tecnologia?
Projeto inspirado na novela de Adolfo Bioy Casares, “A Invenção de Morel”.
Colaboração técnica e artística de Johan Lescure. Participação de Gérard-François Dumont, demógrafo, professor na Universidade Paris-Sorbonne (Paris IV) e diretor da revista “Population & Avenir”; Camille Alloing, professor no Departamento de Comunicação Social e Pública na Université du Québec à Montréal (UQAM), autor de vários livros sobre “E-Reputação”; Fanny Georges, Mestre de conferências em Ciências da Informação e Comunicação, Laboratoire CIM-CEISM. Responsável pelo Mestrado 1 em Comunicação na Universidade Sorbonne Nouvelle-Paris 3. Faz investigação em representações numéricas; Charlotte Debest, Doutorada em Sociologia, co-autora de “Childlessness: A life choice that goes against the norm.”

 

Projecto apoiado pelo CNC-DICRéAM

 


 

VALE MISTERIOSO
João Estevens
(M/12)

INSTALAÇÃO VIDEO
Centro Cultural Malaposta – Sala Experimental
7 e 8 de Novembro, 17:30 e 18:30
Duração aproximada 30′
Lotação 12 pessoas

 

“Uncanny valley” (Vale Misterioso) é uma instalação performativa (um trabalho em progresso) que acompanha a migração do performer, e se debruça sobre uma transição performativa do mundo físico para o mundo digital, com o propósito de mostrar como as ferramentas e interações digitais afetam a nossa percepção.

 


 

KIT DE SOBREVIVÊNCIA EM TERRITÓRIO MASCULINO
Marion Thomas
(M/16)

BANDA SONORA TRANSMEDIA NO ESPAÇO PÚBLICO
Centro Cultural Malaposta e arredores
7 e 8 de Novembro, 18:00
Com a colaboração de Susana Mendes Silva


ADIADO POR CAUSA DA CHUVA

Este trabalho implica a utilização do smartphone + headphones + conexão internet dos participantes

 

Marion oferece-nos uma visão alternativa das lutas feministas: a do inimigo. O público, equipado com auscultadores, faz uma visita guiada num espaço urbano para explorar o mundo dos incels *. Esta experiência conjuga a história pessoal com a de um incel. Ao longo deste percurso, cada espetador poderá desenvolver uma visão pessoal da experiência de aceder aos mistérios masculinistas.

* A subcultura incel (um neologismo de involutary celibates) difunde-se nas comunidades online misógenas, cujos membros se definem por não terem a possibilidade de encontrar uma parceira, seja para um romance ou para ter sexo. Os que se auto-intitulam incels são quase exclusivamente homens, que se encontram na internet à volta de uma causa comum: o ódio às mulheres.

 


 

SPRITES OF MEADOWLANDS
Mateja Rot
(M/12)

JOGO URBANO
Jardim do Príncipe Real – Ponto de encontro junto ao parque infantil
7 e 8 de Novembro, das 18:00 às 20:00
Duração aproximada 45′
Lotação máxima 4 pessoas em simultâneo

 

ADIADO POR CAUSA DA CHUVA

 

Mudar a escala, olhares que desvendam; “Sprites of Meadowlands” (Imagens da Pradaria) propõe uma exploração de espaços escondidos num jardim. Começa com um passeio para apreender os detalhes que caracterizam a sua morfologia. Os espectadores são convidados a participar num jogo desenhado para activar um espaço urbano específico, neste caso, um jardim. Jogando com o que está escondido e com o que está à vista, Teja questiona a nossa percepção da realidade e das vivências sociais na cidade. Os participantes são convidados a interagir online com o projecto através do link: meadowlands.surge.sh

 


 

SEM TÍTULO
Olinda Favas
(M/12)

INSTALAÇÃO VÍDEO
Centro Cultural Malaposta – Sala Experimental
7 e 8 de Novembro, 18:00 e 19:00
Duração aproximada 30′
Lotação máxima 12 pessoas

 

Olinda Favas propõe uma viagem onírica a partir de retratos de sonhadores, reais ou ficcionais, realizados no momento misterioso da transição entre vigília e adormecimento. É neste limiar material-imaterial e no diálogo inconsciente-consciente que sonhamos. Este é domínio do simbólico e da memória que o espetador pode explorar nesta instalação.

 


 

FLUTUAÇÃO NEUTRAL
Raluca Croitoru
Sala Experimental

INSTALAÇÃO SONORA
Centro Cultural Malaposta – Black Box
7 e 8 de Novembro, das 17:00 às 19:30
Em loop
Lotação máxima 10 pessoas

 

Esta instalação consiste numa paisagem sonora que estabelece uma conexão entre corpos na água com corpos de água, através de uma imersão especulativa, mediada tecnológica e fisícamente. Estabelece-se um diálogo entre sons corpóreos, terrestres e submersos, no qual a fluidez substitui as predileções pelo que é sólido e fixo.

As mudanças tecnológicas e digitais estão a impactar profundamente o nosso quotidiano, e a forma como as utilizamos. Quer os artistas, quer as instituições, são afetados nos seus métodos de trabalho e processos de criação e produção. Estas questões, reequacionadas no contexto da atual pandemia, alteraram a relação com o público.

A Duplacena propõe ao público lisboeta, que faça parte desta reflexão, participando ativamente na apresentação do projeto Europeu Open Acess – Experimentação em artes performativas e criação transmédia. Apoiando-se numa lógica coletiva e colaborativa para criar uma nova história partilhada, a interdisciplinaridade e a participação do público estão incorporados na matriz do projeto, que tem como resultado a criação de oito protótipos artísticos. O processo experimental escolhido foi o de integrara criação transmédia nas várias disciplinas das artes performativas.

Devido à provocada pelo coronavírus, que não nos permite manter, no âmbito do projecto, a mobilidade artística, convidámos artistas internacionais a adaptar os seus protótipos. Em Lisboa vão ser apresentados works in progress do trabalho artístico, sendo o público convidado a dar feedback que venha depois a ser integrado na versão final do projeto.

Três trabalhos contam com a presença dos seus autores, sendo que os restantes participam num formato híbrido, nestes tempos de pandemia. Os artistas internacionais são desafiados a trabalhar à distância, a partir dos seus países, muito embora sejam acompanhados por colaboradores locais, ou a apresentar o seu trabalho em live streaming ou instalações vídeo.

É uma oportunidade de partilhar um tempo privilegiado com o público, durante o qual cada artista propõe um contributo, um momento de partilha e de imersão no seu projeto. Os protótipos podem ter o formato de um jogo, ser uma narrativa mais ou menos ficcional, ou um encontro poético sensorial, entre outas possibilidades. O feedback do púbico será integrado no processo de criação, e desta forma, cada espetador ficará associado, se assim o desejar, a esse trabalho.

 

Porquê transmédia?

 

O processo experimental escolhido foi o de integrar a criação transmédia nas várias disciplinas das artes performativas. O transmédia permite aos artistas construir uma história, usando tudo o que vem do nosso quotidiano, através de diferentes media. Cada ferramenta tecnológica influencia os conteúdos de forma distinta, não para os replicar mas sim para enriquecer a história, de forma a oferecer uma experiência global ao público através da multiplicidade de conteúdos, que são inerentes ao seu desenvolvimento. A experiência torna-se num “campo de jogo” para os artistas das artes performativas, contribuindo para o desenvolvimento de novas estéticas, mas também para que o público possa experimentar, ter um papel, contribuir, escolher, e contar histórias.
Esperamos que esta forma de colaboração e os novos métodos de produção e partilha venham a levantar questões sobre os desafios sociais que enfrentamos, e os possíveis caminhos futuros.

 

BIOGRAFIAS DOS ARTISTAS

 

Clara Chabalier

É uma encenadora e atriz baseada em França. Cria trabalhos transdisciplinares e teatro contemporâneo. Licenciou-se na Regional Actors School, em Cannes e no Conservatoire national supérieur d’art dramatique (CNSAD). O palco é, para ela, o lugar onde o mundo virtual é integrado na realidade, através da dança, da música, da fotografia e das artes visuais.

 

Raluca Croitoru

É uma artista visual e performer originária de Constanta, Roménia, mas atualmente vive e trabalha em Roterdão. A sua prática artística combina uma abordagem multidisciplinar entre os campos da arte, da coreografia e da performance. Interessa-se pela relação entre o corpo e as estruturas de poder, especialmente as especificidades do corpo sob o sistema capitalista.

 

João Estevens

É um performer e investigador português baseado em Lisboa. A sua prática artística foca-se nas novas dramaturgias e no hibridismo, combinando artes performativas e multimédia. Os tópicos do seu trabalho são: a fragilidade do ser humano, o poder, e a cibercultura.

 

Olinda Favas

Atriz, performer, docente e encenadora. Olinda encontra na expressão: “E se…” a simples formulação que lhe abre possibilidades na vida e na arte. Esta expressão reflete-se também no seu trabalho multidisciplinar, no qual o erro, a fragmentação e as presenças se desenrolam numa interseção poética e performativa.

 

Adrian Ganea

É um artista nascido na Roménia em 1989. É atraído pela irrealidade, intrigado pela magia do intangível e do etéreo, procurando na feitiçaria os instrumentos para encarnar o virtual na matéria sólida. Está fascinado pela forma como o corpo imaterial pode materializar-se e transpor-se para o mundo real. No seu trabalho tenta abordar a produção de ficção, refletindo frequentemente sobre o seu crescente automatismo. O seu trabalho engloba o desenho de cenografia, a programação de simulações CG, e a realização de vídeos. Graduou-se na UDK Berlin, e fez o mestrado em Cenografia, com o seu projeto “Cyborgia”, baseado no ensaio de Paul B. Preciado: “How Pompeii invented Pornography, The ‘Gabinetto Segreto’ and the Sexopolitical Foundations of the Modern European Metropolis”.

 

Alison Neighbour

Artista e cenógrafa do País de Gales, Alison cria instalações e performances comprometidas socialmente e reactivas ao lugar. A cenografia interessa-lhe como ponto de partida para contar histórias, e procura oferecer espaço às audiências de forma a que sejam co-criadores do trabalho.

 

Mateja Stanislava Rot

Inovadora urbana baseada na Eslovénia. Trabalha na interseção entre o urbanismo, a arquitetura e o ativismo. Está particularmente interessada na transformação criativa do espaço público e em recuperar o direito de usufruto de espaços, procurando contribuir para a partilha do espaço público enquanto bem comum.

 

Marion Thomas

Autora, encenadora e performer, divide o seu tempo entre Nantes e Lausanne. Estudou teatro na La Manufacture – Haute école de théâtre de Suisse romande. Achando que realidade é um desapontamento, encontra-se na internet com pessoas bizarras. A partir destas deambulações virtuais, Marion retira os pontos de vista que mais tarde integra em narrativas mais amplas, de forma a criar espaços de atrito e conciliação. Gosta de videogames, construtivismo, cavalos, e ficção científica feminista.

 

Parceiros na co-criação do projeto: Le Granit (Belfort, França), líder de projeto, o National Theater of Wales (Cardiff, Reino Unido), Colectiv A (Cluj, Roménia) e Duplacena (Lisboa, Portugal).

 

GRRRANIT, em Belfort, oferece uma plataforma transdisciplinar, intergeracional e de programação digital nas artes visuais e nas artes performativas: teatro, dança, circo, música, comédia e debate. Grrranit acolhe residências e produz e acolhe espetáculos nacionais, internacionais e europeus.
A programação da temporada 2020-21 consiste em mais de 50 espetáculos e 100 performances: 16 criações, 2 festivais, 4 exposições, e vários eventos e debates. O Grrranit tem 4 auditórios, com lotações entre os 120 e os 850 lugares, e uma galeria de exposições.

 

National Theatre Wales apresenta produções em língua inglesa em todo o País de Gales, no Reino Unido, em palcos internacionais, e online, desde Março de 2010. O seu pequeno centro de produção está situado no centro da cidade de Cardiff, mas desenvolve trabalho em todo o território, usando a bela e diversificada paisagem do País de Gales, as suas pequenas e grandes cidades, bem como as suas aldeias, as suas histórias incríveis e o talento das suas gentes como inspiração.

 

Colectiv A é uma ONG cultural sediada em Cluj, Roménia. Com as suas atividades, o Colectiv A participa no desenvolvimento da cena cultural local, através da organização de laboratórios de pesquisa, workshops de dança contemporânea, produção de performances interdisciplinares, residências artísticas e projetos culturais participativos.

 

Duplacena é uma estrutura com a missão de produzir, promover e apoiar a criação artística, de festivais, espetáculos multimédia, interdisciplinares e multidisciplinares, bem como promover a pesquisa técnica associada a estas disciplinas artísticas. A sua atividade principal é o festival Temps d’images – Lisboa, que começou como uma rede Europeia, e que se realiza todos os anos, apresentando um programa que abarca vários géneros artísticos em diferentes espaços da cidade, e que se foca na relação entre artes performativas e imagem.