MAPPA MUNDI

MAPPA MUNDI

JOANA DE VERONA E EDUARDO BREDA
Estreia Absoluta
AUTOR(ES)
Joana de Verona
Eduardo Breda
DATA
20 e 21 Maio
19:00
DURAÇÃO
60′
LOCAL
BILHETES
CLASSIFICAÇÃO
M/16
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Sinopse

A palavra é uma ferramenta que encerra em si mesma o poder de nos ajudar a derrubar e, ao mesmo tempo, transporta em si a maior das fraquezas: querer traduzir em linguagem o que não é possível traduzir.
Em MAPPA MUNDI, confrontamos as nossas memórias individuais e coletivas num mundo cada vez mais globalizado e dividido. Questionando a utilização da palavra enquanto ferramenta de comunicação (tanto no plano da oralidade como na escrita), expõe-se os seus limites/fronteiras num mundo em expansão. Sobre o pressuposto da sobreposição de imagens e discursos e tendo em conta o domínio das várias valências artísticas dos performers (teatro/movimento/ cinema), MAPPA MUNDI explora diversas ideias formais e conceptuais na base da criação artística, deixando-se influenciar pelos contextos atuais que nos inquietam, refletindo e agindo sobre eles.

Somos contemporâneos de um tempo, nosso, que se compõe de tempos passados e tempos futuros. Em um mundo lotado, repleto de avanços tecnológicos, preconceitos e rótulos, vislumbramos um mapa que não temos. Este lugar multidisciplinar, que pretende ser estimulante, levanta questões sobre identidade, territórios e suas fronteiras.
No corpo, instrumento da linguagem, os olhos de quem não se sente no seu país de origem abrem e fecham.

 

Joana de Verona e Eduardo Breda

Bio

Joana de Verona
Atriz Luso-Brasileira, iniciou-se em teatro em 1998 e em cinema em 2004. Joana de Verona tem vindo a desenvolver nos últimos anos um sólido percurso tanto na formação como na prática profissional em teatro, cinema e televisão. Estudou teatro no Chapitô, fez o curso de criação performática sob orientação de Joana Craveiro, “Zonas” entre outros cursos com outros criadores
na área de teatro e movimento, como o caso de Norman Taylor, seguidor de Jacques Lecoq, João Brites, Luca Aprea. Licenciada em Teatro, pela Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC), trabalhou com o encenador francês Bernard Sobel e com encenadores portugueses como, Gonçalo Amorim, Vânia Rovisco, Carlos Avillez, Marco Martins, Luís Miguel Cintra, Mónica Garnel, Mónica Calle com quem tem vindo a cooperar nos últimos dez anos nos espectáculos da casa conveniente.
Em cinema tem integrado elencos de vários idiomas e trabalhado entre Alemanha, Itália e mais frequentemente entre Portugal, França e Brasil. Com realizadores como João Botelho, Marco Martins, Solveig Nordlund, Catarina Ruivo, Raul Ruiz, Valeria Sarmento, Denis Côté, Carlos Conceição, Miguel Clara Vasconcelos, André Marques, João Salaviza, Gabriel Abrantes, Jorge Cramez, Pierre Edouard Dumora, Maxence Vassilyevitch, Miguel Gomes, Fanny Ardant, António Ferreira entre outros.
No Brasil com realizadoras como Lucia Murat, Larissa Figueiredo, Renata Belo Pinheiro, Sérgio Oliveira. Estevão Ciavatta.
Entre outras nomeações e prémios em Festivais Nacionais e Internacionais o mais recente é o prémio de melhor atriz, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores, pelo filme “As Mil e uma Noites” de Miguel Gomes.
Estudou realização de cinema, na escola Ateliers Varan, em Paris, onde realizou o seu primeiro filme, o documentário “Chantal” que entre outros festivais, esteve presente no festival Panorama e no IndieLisboa.
Como criadora encenou “Sexos” de Doroty Parker no teatro municipal São Luíz no contexto Ciclo novos actores em 2008. (Teatro). Fundou a companhia de teatro “Fiasco” em 2009 onde co-criou dois espectáculos, “Silêncio pós secador” e “Puta de Vida” no âmbito das curtas de teatro nos primeiros sintomas. O solo “C ́est ma première fois” em 2011 na casa conveniente. (Performance). O Documentário “Chantal” em 2013 produzido pelos Atelier Varan em Paris. O Video Art “Cara” a partir da música de Gareth Dickson em 2014. Co-criou o monólogo “7 Pecados”a partir dos sete pecados mortais, de Bertold Brecht. Casa Conveniente, espaço das gaivotas em 2014. Produziu o filme “Yulya” (curta metragem) 2015.

Eduardo Breda
Em 2008 concluiu a formação de três anos no curso de interpretação da Academia Contemporânea do Espectáculo (Porto); em 2012, terminou a Licenciatura na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, no curso de Teatro, ramo Actores. Como actor já participou nos seguintes projectos de cinema e televisão: 2018 Idaten: Tokyo Olympic Hanashi produção internacional ( NHK ); 2017 Nos Classificados curta metragem realizada por António Raposo; 2016 Ministério do Tempo (Iniziomedia); 2016 Câmara Nova curta metragem realizada por André Marques; 2016 Santa Barbara(Plural); 2015 Poderosas (SP); 2015 Logística curta metragem realizada por Miguel Tavares (IndieLisboa 2015 | Novíssimos); 2014 Sol de Inverno(SP).
Em teatro, já participou nos seguintes espectáculo: A Morte de um Caixeiro Viajante (enc. Gonçalo Amorim, 2010); Longa Jornada para a Noite (enc. Nuno Cardoso, 2010); Felizmente Há Luar (enc. Cláudio da Silva, 2011); Santa Joana dos Matadouros (enc. Bernard Sobel, 2011); Pleasure Gardens (enc. André Guedes, 2011); Lugar Comum (criação colectiva, 2012); À Vossa Vontade (enc. Alvaro Correia, 2013); Um Inimigo do Povo (enc. Alvaro Correia, 2013); Cyrano de Bergerac (enc. Bruno Bravo, 2014); Edit (enc. Francisco Campos, 2015); Lifless (criação de Eduardo Breda, 2016); Inquietude (enc. Francis Seleck, 2016); Tatuagem (enc. Manuel Tur, 2017); NADA (criação de Eduardo Breda, 2017); A Vila ( criação de Eduardo Breda e Maria Leite, 2017); Maioria Absoluta (encenação Gonçalo Amorim 2018); O Novo Mundo (Os Possessos, Culturgest 2018); Pela Água (A Turma, 2019.
Em 2014 recebe uma bolsa do Centro Nacional de Cultura para realizar e produzir o seu primeiro documentário, intitulado O Retrato. Seguiu-se depois, Boa Alma (2015) e Palácio de Cristal (2016). Realizou a web-série Os Muralistas (produzido pela After Wall & Dyrup).
Também já foi responsável pela criação de vídeo para os seguintes espectáculos: A Modéstia (2015 Artistas Unidos/Colectivo Causa); A Batalha de Não Sei o Quê (2015 – Teatro do Elétrico); Tentativas para Matar o Amor (2017- Mascarenhas Martins /Teatro Aberto); Um dia Uma vida (2018 Teatro Aberto).

Ficha Técnica

Criação
Joana de Verona
Eduardo Breda

Apoio à criação
Vânia Rovisco

Desenho de luz e som
João Pedro Fonseca

Fotografia e registo de vídeo
Joana Linda

Produção
Nuno Eusébio

Apoios
Fundação GDA
SelfMistake

Co-produção
FITEI – Festival Internacional de Teatro e Expressão Ibérica
Festival Temps d’Images

Apoio à residência artística
Escola do Largo

Agradecimentos
Fabricril