A ESTAÇÃO DE OUTONO – CICLO SOBRE LEMBRAR E ESQUECER III

A ESTAÇÃO DE OUTONO -
CICLO SOBRE LEMBRAR E ESQUECER III

Cláudia Gaiolas e Paula Diogo em diálogo com Alexander Kelly e Chris Thorpe
Estreia Absoluta
AUTOR(ES)
Cláudia Gaiolas
Paula Diogo
com
Alexander Kelly
Chris Thorpe
DATA
28 e 29 Outubro
19:00
DURAÇÃO
50′
LOCAL
BILHETES
CLASSIFICAÇÃO
M/12
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Sinopse

Paula Diogo imaginou o ciclo SOBRE LEMBRAR E ESQUECER para falar sobre o modo como a memória opera nas nossas vidas. Depois de PAISAGEM, apresentado em Março de 2021 no Teatro Municipal do Porto, chega agora A ESTAÇÃO DE OUTONO. Esta criação junta Alexander Kelly (Third Angel), Chris Thorpe (Unlimited Theatre), Cláudia Gaiolas (TMV) e Paula Diogo no terceiro momento que encerra o ciclo iniciado em 2018 com o espectáculo com o mesmo nome apresentado no Teatro Maria Matos. Três espectáculos sobre o que escolhemos recordar ou esquecer, ou o que somos capazes de recordar e esquecer.

A ESTAÇÃO DE OUTONO é uma peça para duas vozes.

Dois estranhos encontram-se regularmente em não-lugares e reconstroem os passos que conduzem ao desaparecimento de alguém. Como auxiliares de memória têm apenas uma colecção de fotos tiradas em espaços abandonados, que perderam a sua funcionalidade e foram tomados pela natureza. A criação projecta uma fantasia onde os actores não têm corpo e a relação com os espectadores é essencialmente feita através do som.

As apresentações desta criação na Blackbox do CCB no âmbito do Temps d’Images serão as primeiras de um trabalho que continuará a desenvolver-se em 2022.

Bios

Paula Diogo

É actriz, performer e encenadora com um percurso marcado por processos colaborativos, nos últimos anos tem-se dedicado à criação e à produção de objectos artísticos. Formada pela ESTC em Lisboa, concluiu o Mestrado em Artes Performativas na LHI (Icelandic Academy of Arts), e foi co-fundadora de várias companhias e colectivos tais como o Teatro Praga (1995-08), TRUTA (2003-2010) e O Pato Profissional Lda (2003-10).
Tem trabalhado com diversos artistas e companhias tanto em Portugal como no estrangeiro.
Mais recentemente tem vindo a consolidar a Má-Criação (www.ma-criacao.com), uma plataforma que reúne criadores de diferentes percursos e geografias. Actualmente, é uma das artistas apoiadas pela APAP – FEMINIST FUTURES um projeto cofinanciado pelo Programa Europa Criativa da União Europeia (www.apapnet.eu) e integra o colectivo Celestial Bodies, um novo projecto dedicado à abertura de espaços que integram práticas de solidariedade, cuidado, empatia e espanto. Vive em Lisboa.

www.ma-criacao.com

 

Cláudia Gaiolas

É criadora, intérprete e artista associada do teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser.

Tem trabalhado com diversas companhias: Mundo Perfeito, mala voadora, Truta, Má-Criação, Teatro da Garagem, Homem Bala, e ainda Tiago Rodrigues, Tónan Quito, Paula Diogo, Giacomo Scalisi, António Mercado, André Murraças, Joaquim Horta, Madalena Victorino, Jean-Pierre Larroche, Rui Horta, Clara Andermatt, Martim Pedroso, Àgnes Limbos, Dinarte Branco, Guilherme Garrido, Alfredo Martins, Alex Cassal, Keli Freitas e Raquel André.

Encenou os espectáculos A Partir de Amanhã e A Mulher que Parou, com textos de Tiago Rodrigues para o Alkantara; para o festival Materiais Diversos encenou: Os Terroristas e criou os espectáculos Solo Doméstico e Não Sou Só Eu Aqui, este último com Rita Rio. Participou no laboratório TRYANGLE e desenvolveu o projecto TryRomance. Participa no espectáculo I DON’T BELONG HERE, com direcção de Dinarte Branco. Co-cria O Grande Livro dos Pequenos Detalhes. Para o São Luiz Teatro Municipal, dirigiu o ciclo Antiprincesas; com Anabela Almeida e Sílvia Filipe co-dirigiu o espectáculo As Três Sozinhas para o Teatro Nacional D. Maria II.

www.teatromeiavolta.com

 

Alexander Kelly

É co-director artístico da companhia inglesa Third Angel, baseada em Sheffield, onde idealiza, dirige, escreve e actua. A companhia pesquisa a fronteira entre as linguagens teatrais, live art, instalações, filme, vídeo, fotografia e multimédia. Os seus espetáculos têm sido apresentados por toda a Inglaterra e Europa. Entre os projetos recentes nomeamos: The Paradise Project (com a Mala Voadora), The Life & Loves of a Nobody, 600 People, Cape Wrath, The Machine (peça radiofónica de Georges Perec) e What I Heard About the World (uma co-produção com a Mala Voadora, Teatro de Sheffield e Teatro Maria Matos em Lisboa) e a performance de longa duração Story Map (com a Mala Voadora). Trabalhos que incluem dramaturgia e atuação: Playing Detective para o projeto 15 Minutes Live de Slung Low (2013), e Learning To Swim com a Má Criação (2010). Alexander também é um experiente educador, leccionando a cadeira de Práticas de Performance na Leeds Beckett University.

www.thirdangel.co.uk

 

Chris Thorpe

Artista Associado do Royal Exchange, Manchester – There Has Possibly Been An Incident e The Mysteries. Outros trabalhos teatrais incluem Victory Condition e The Milk of Human Kindness para a Royal Court, Chorus para o Gate Theatre e Hannah, Beowulf e uma das Aesop’s Fables para o Unicorn. Colabora com Rachel Chavkin (Conrmation e Status), Lucy Ellinson (TORYCORE), mala voadora (Overdrama, House-Garden, Dead End e Your Best Guess) e Hannah Jane Walker (The Oh Fuck Moment e I Wish I Was Lonely). Foi membro fundador do Unlimited Theatre, é Associado do Live Art/Theatre Company Third Angel e tem trabalhado frequentemente com Forest Fringe. Colaborou recentemente com Rachel Bagshaw, escrevendo o premiado The Shape of the Pain. A sua curta-metragem What Do You Want Me To Say?, para o Royal Court e o Financial Times sobre a crise climática, foi lançada em setembro de 2019. O seus trabalho circula internacionalmente e é regularmente produzido para palco e rádio em toda a Europa e nos Estados Unidos. Recebeu o prémio Fringe Firsts por Static e Neutrino (ambos com Unlimited Confirmation), Status, The Oh Fuck Moment e The Shape of the Pain. As suas obras são publicadas pela Oberon Books.

Ficha Técnica

Criação
Cláudia Gaiolas
Paula Diogo

Em diálogo com
Alexander Kelly
Chris Thorpe

Texto
Alexander Kelly
Chris Thorpe

Performance
Cláudia Gaiolas
Paula Diogo

Criação sonora
João Bento

Desenho de luz
Cárin Geada

Cenografia
Marta Carreiras

Figurinos
José António Tenente

Imagem e registo
Masako Hattori

Fotografia
João Tuna

Produção
Má-Criação

Residência
Alkantara
Mala Voadora

Apoio à residência artística
Companhia Olga Roriz

Parceiros
Third Angel (UK)
Mala Voadora
Festival Temps d’Images

Apoio
República Portuguesa – Cultura / Direção Geral das Artes

Parceiro institucional
República Portuguesa – Ministério da Cultura

A Má-Criação é uma estrutura apoiada pela CML e acolhida pelo Alkantara.
Paula Diogo é uma artista apoiada pela apap – FEMINIST FUTURES, um projeto co-financiado pelo Programa Europa Criativa da União Europeia