TEMPS D'IMAGES 2011
27 OUT > 26 NOV
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
       
 
 
rita natálio
NÃO SE VÊ QUE SOU EU MAS É UM RETRATO
   
 

Todo o século vinte e um é um trinta e um. Não se vê que sou eu mas é um retrato é uma ficção teatral e plástica a partir de encontros com portugueses entre os 9 e os 90 anos sobre as suas vidas e a suas noções de comunidade. A base fornecida por este conjunto de entrevistas é alterada, expandida e conectada por um trabalho de escrita de ficção e de encenação que contém simultaneamente o imaginário singular de cada participante e a sua diluição numa visão de conjunto. De perto, cada indivíduo está sempre entre dois ou vários, pertencendo a todos e a nenhum, sem no entanto pertencer-se. De longe, há a escrita que veste e despe personagens que nos vão falando das sedes deste século. Perguntamo-nos o que aconteceria se mais de trinta pessoas que não se conhecem à partida, ficassem presas numa sala e tivessem apenas uma hora para gerir as suas diferenças e encontrar forma dali saírem? Não se vê que sou eu mas é um retrato é feito deste cruzamento caleidoscópico de testemunhos reais, utopias de vida em conjunto, desejos, ideias de comunidade, sedes e regras de mecânica inventada.

 
Direcção artística Rita Natálio | Artista convidada – criação instalação cénica Luciana Fina | Performers Cláudio da Silva, Carla Bolito, Nuno Lucas | Texto original Rita Natálio e escrita colectiva de Carla Bolito, Cláudio da Silva e Nuno Lucas | Desenho de luz Carlos Ramos | Desenho de som Rui Dâmaso | Acompanhamento crítico Vera Mantero, Luísa Veloso | Fotografia Inês Abreu e Silva | Produção O Rumo do Fumo | Co-produção O Rumo do Fumo, Festival Escritas na Paisagem, Município do Fundão, Culturgest e Festival Temps d’Images | Residência artística Alkantara | Agradecimentos Andrea Sozzi, João Ribeiro, Magda Bull e a todos os participantes neste projecto