TEMPS D'IMAGES 2011
27 OUT > 26 NOV
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
       
 
 
susana vidal
BOMBAS OU (PEQUENAS EXPLOSÕES A SÓS)
   
 

Eu não consigo...diz ela...eu não consigo...chora como uma estúpida filha-da-puta que não consegue ficar assim perante os outros e explodir...simplesmente explodir...explodir porque sim...explodir só...explodir sem vontade...explodir para a esquerda...mas explodir...
Fica à espera da sua explosão lenta...ela diz...eu nunca tive medo...
Construíamos as bombas em casa...depois do almoço...depois de beber um simples café quente...depois de fazer amor...uma bela bomba para pendurar no meu corpo enxuto...uma bomba cheia de amor para ti...até rebentar só...
Na sua cabeça ficam as putas memórias que nos enganam...e a sós nos deixamos explodir para nunca mais ser...memórias putas que nos enganam e depois nos despedaçam antes de falar de amor.
Grita...corre...
Abre o coração até perceber...até perceber...ela é a filha-da-puta que levava a merda da bomba...
Susana Vidal

 
Texto e encenação: Susana Vidal | Interpretação: Carla Ribeiro, Maria João Garcia, Sara de Castro | Cenografia: Eric Costa | Desenho de som: David Palma | Vídeo: Cláudia Tomaz | Desenho de luz: B Negativo Associação Cultural | Produção: B Negativo Associação Cultural, Mafalda Sebastião. | Espectáculo apoiado pela Secretaria de Estado da Cultura/ Direcção-Geral das Artes | Co-produção: Cinema São Jorge e Festival Temp d’images | Apoios: Casa Conveniente, Espaço Sou