TEMPS D'IMAGES 2010
28 OUT > 21 NOV
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
     
 
 
joão samões
AFRICA FANTASMA
   
 

A dramaturgia desta nova criação foi guiada e assombrada pela “África fantasma” de Michel Leiris, um texto etnográfico saturado de sombras de um passado colonial familiar à nossa história colectiva.
O texto foi utilizado e manipulado como um mapa a percorrer (trilhar e triturar) e uma superfície de projecção (tela e ecrã) para os meus próprios fantasmas.
Leiris parte na primeira expedição etnográfica francesa a África, como um homem que perdeu a sua sombra, já não oficialmente um membro do grupo surrealista de Paris, mas ainda imbuído dessa histórica experiência revolucionária e libertária. Os sonhos, o acaso, a arte primitiva, o sexo e aventura, a loucura e a morte - contrapontos a um cada vez mais vincado e feroz racionalismo científico e capitalista - abrindo as possibilidades da experiência humana. África torna-se um imenso território onde ele projecta as suas fantasias e fantasmas.

João Samões nasceu em Lisboa, em 1970. Estudou Antropologia, técnicas de improvisação e composição coreográfica em Lisboa e Nova Iorque. Entre 1991 e 1996 colaborou como actor, performer e dramaturgo com a companhia de teatro Olho. Intérprete de dança contemporânea em criações de Francisco Camacho (1997 e 1998) e Vera Mantero (2001 e 2002). Em 1998 foi convidado para o Crashlanding@Lisboa, um projecto internacional de improvisação concebido por Meg Stuart. Criou as peças: 18 Minutos (2000), Zonas de Ruidosa Influência (2004), O Labirinto a Morte e o Público (2007), Blackout (2008), África Fantasma (2010). O seu trabalho como criador e intérprete tem sido apresentado em Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Áustria e México.

 
Criação, dramaturgia, espaço cénico e sonoro João Samões | Textos a partir de Michel Leiris e Frantz Fanon | Interpretação Laurinda Chiungue | Interpretação musical Jan Wierzba | Figurantes Tiago Gandra, Cátia Leitão | Colaboração artística Cláudia Dias e Mónia Mota | Direcção técnica Carlos Gonçalves | Técnico de cena José Pedro Sousa | Registo e edição vídeo João Dias e João Samões | Registo fotográfico Ricardo Mendes | Produção Os Três Caracóis | Co-produção DuplaCena / Temps d`Images | Apoios e residências Fundação Calouste Gulbenkian, Instituto Franco-Português, Transforma, Tanzfabrik, Culturgest, Jardim Zoológico de Lisboa, Bazar do Vídeo | Agradecimentos: Arminda Samões, António Carlos Samões, Ana Gouveia, David Palma, Eric Costa.