TEMPS D'IMAGES 2009
29 OUT > 22 NOV
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
   
         
   
 
   
 
 
claúdia varejão e pedro gil
ÀS VEZES AS LUZES APAGAM-SE
   
 

Às Vezes As Luzes Apagam-se tem como ponto de partida a adolescência. Retrato do quotidiano de pessoas, provenientes de diferentes estractos sociais, com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos. O pensar demais, os pequenos e os grandes segredos, o corpo que se tem e aquele que se gostava de ter, os medos, as dúvidas, as primeiras vezes, os sonhos, os pais separados e os pais casados, a escola, os amigos, a noite, a música e o sorriso quando se fala sobre aquela pessoa; são alguns dos temas que deram origem a uma peça onde a palavra e a acção, o cinema e a música, se fundem num "concerto performativo".
Procurámos 9 jovens disponíveis para nos contarem as suas histórias de vida. O ponto de partida seria conhecermos por dentro e por fora a realidade de cada um deles. As suas próprias experiências e questões, o passado e o futuro, o social e o privado, viriam a dar lugar aos elementos estruturais na construção da dramaturgia da peça. Depois de uma longa fase de selecção do elenco passámos a um período de residência, onde cada um expôs e transformou as suas próprias experiências em material artístico. A partilha de histórias com o grupo, a desconstrução das vivências através de dinâmicas performativas, a consciência das suas identidades nas conversas individuais com a câmara, o registo quotidiano em vídeo e fotografia e os diários escritos, são exemplos de suportes usados ao longo do período de criação e que vieram a dar origem à lógica formal e de conteúdo do espectáculo. No fundo, este trabalho resulta de um encontro, da nossa interacção directa com cada adolescente e destes entre eles.
Naturalmente, pela diversidade de dispositivos formais utilizados ao longo da pesquisa, o espectáculo ao vivo definiu-se, tal como o próprio festival em que se insere o obriga, num cruzamento de interdependência entre a linguagem audiovisual com a linguagem ao vivo. O cinema foi concebido regularmente na primeira pessoa, o olhar de cada adolescente sobre a sua própria intimidade e tudo aquilo que o rodeia. O auto-retrato é a base da linguagem visual e o cinema documental o género em que se poderá inscrever. Ao vivo, a acção, o desenho, a leitura, a voz, a música, o movimento, a improvisação, o testemunho, etc, constituem a expressão da materialidade cénica, que se adivinha muito diversa.
Trata-se de um espectáculo documental na mesma medida em que um realizador filma um documentário ou um encenador concebe uma peça a partir de dados reais de pessoas reais e os transpõe para cena. Mas é sobretudo, enquanto criadores, a partir da diversidade humana e do uso da vida real como matéria artística, que residiu o essencial da nossa motivação para este projecto.
Cláudia Varejão e Pedro Gil

 
Direcção artística: Cláudia Varejão e Pedro Gil | Com Beatriz Pessoa, Daniel Duarte, Duarte Águas, Filipa Silva, Mariana Meireles, Marta Fatela, Nuno Cerqueira, Simão Lamas e Wilma Brito | Assistência à direcção: Ricardo Gageiro | Apoio à interpretação: Raquel Castro | Espaço Cénico: Pedro Silva | Música original: Bruno Pernadas | Design de Luz: José Álvaro Correia | Desenho de Vídeo: Paulo Américo | Assistência de video: João Gambino | Direcção de Produção: Ana Pereira | Assistência de Produção: Ana Feteira
Realização, Câmara e Montagem - Cláudia Varejão | Segunda Câmara - Beatriz Pessoa, Daniel Durte, Duarte Águas, Filipa Silva, Mariana Meireles, Marta Fatela, Nuno Cerqueira, Simão Lamas e Wilma Brito | Fotografia - Rui Xavier | Som - Adriana Bolito e Pedro Semedo | Pós-Produção - Paulo Américo
Co-produção: CCB Fábrica das Artes / Festival Temps d´Images
Parceria estratégica: EGEAC/Câmara Municipal de Lisboa
Apoio: Abíliomóveis, Allianz Falcão Marques, Fundação Calouste Gulbenkian, INATEL – Teatro da Trindade, Instituto Português da Juventude, O Espaço do Tempo, O Rumo do Fumo, Prosonic, Rolou rent-a-car, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro O Bando
Agradecimentos:
André Carrilho, André Pato, Antje Kuhlebert, Beatriz Pereira, Bruno Baptista, Bruno Gonçalves, Bruno Vicente, Café Ponto Novo, Carlos Garcia, Casa do Gaiato de Lisboa (Ana Maria, Cristina, Emília, José João, Maria da Luz, Matilde, Nuno e Telma), Catarina dos Santos, Cátia Mateus, Emanuel Rosa, Filipa Andrade, Graça Cardoso do Centro de Ténis de Monsanto, Graça Castanheira, Gilberto Lopes, Há que dizê-lo, Hugo Novo, Hugo Sousa, Joana Nascimento (Academia de Música Improviso), João Lizardo, Marco Fucili, Margarida Cardoso, Miguel Honrado, Nuno Borda d´Água, Paula Martins, Ricardo Carmona, Rodrigo Sarmento, S. Luiz Teatro Municipal, Sérgio Marques, Sérgio Milhano, St. Dominics International School.
Um agradecimento especial às famílias dos participantes.