TEMPS D'IMAGES 2006
3 > 18 OUT
   
         
   
         
   
         
   
 
 
joão canijo e rita blanco
IMPROVISO ENCENADO
   
 

Encenação de um improviso filmado, encenar o que nunca é encenado: a condição de actor.
Experimentar ensaiar um texto que nasce da representação improvisada das actrizes, a representarem sem terem papel para representar, que se apresentam a si mesmas numa exposição completa, numa circunstância de fragilidade total, por não terem um papel em que se escondam.
O actor a representar sem representar, porque representa sem interpretar nenhum papel escrito e específico que o proteja e o ampare. O paradoxo entre a representação e o anonimato: o actor a representar um personagem anónimo. O personagem não tem uma história com desenvolvimento dramático, o actor representa um momento da vida de um personagem de que não conhece o destino. A relação entre anonimato e a encenação: a cena esconde-se como tal, a cena é inventada pelo actor no próprio momento porque não faz parte de uma história conhecida, porque o personagem é anónimo e só no momento o actor lhe confere identidade, e essa identidade só ele a pode definir no momento.

 

Concepção e realização João Canijo e Rita Blanco
Interpretação Rita Blanco e Vera Barreto
Direcção técnica e desenho de luz Alexandre Coelho
Som Gerd Peun
Vídeo Mário Castanheira
Direcção de Produção Luísa Ramos e António Câmara
Produção DUPLACENA (Lisboa), estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / Instituto das Artes
Agradecimentos: Paula Pereira, Martim Barbot, Ami, Smiling, João Ribeiro