TEMPS D'IMAGES 2006
3 > 18 OUT
   
         
   
         
   
         
   
 
 
grupo zur
IN-AFFRESCO
   
 

“O acaso dos encontros traz riqueza e profundidade ao trabalho do Grupo Zur e uma forma de reconhecimento de uma memória colectiva através da imagem. O Grupo Zur não expõe uma estética mas prepara uma zona onde o sensível se torna visível.”
Grupo ZUR
O Colectivo ZUR termina o seu projecto em Lisboa, apresentando a parte final da sua pesquisa, que passou, entre 2005 e 2006, por Torres Vedras, Viseu e Montemor-o-Velho. O projecto consiste no desenvolvimento de três “En-Chantillon” – (“actos de pesquisa imediata [...]”) e um “In Affresco” (“acto de pesquisa reflectida [...]”). Trata-se de espectáculos multidisciplinares, nos quais maneiras particulares de experimentar o espaço e a habitação são desenvolvidas. Este percurso faz parte do projecto europeu MIRA, que se desenvolve em três países europeus: Portugal, Espanha e França.
No Centro Cultural de Belém, no contexto do Festival Temps d’Image, apresenta-se “In-Affresco”, um grande espectáculo que envolve 20 pessoas, no Grande Auditório, e que traduz a pesquisa do Colectivo Zur em Portugal. Trata‑se de um trabalho transdisciplinar, no qual a imagem, a música, a dança e o teatro se reconfiguram para dar a ver “frescos”, fragmentos que se fixam e dão a possibilidade de experimentar como a imagem pode relacionar-se com todas as outras artes de uma forma singular, e que é um dos objectivos do Festival Temps d’Image.
O Colectivo Zur nasce do encontro entre artistas de proveniências e formações artísticas diferentes, em 1984. A sua acção é simples e baseia-se na contaminação entre géneros e linguagens artísticas. Não havendo especialização, o Colectivo Zur trabalha no cruzamento entre os caminhos da pintura e do cinema, da escultura e do teatro, elaborando instalações, espectáculos, cenografias ou intervenções de rua. O espectador mergulha num clima semelhante ao dos sonhos, gerado por um dispositivo artesanal, que mistura mecanismos sofisticados e cordéis, acções e contemplações, criando uma relação de intimidade curiosa e a impressão de uma troca privilegiada.
O objectivo desta residência artística é o encontro com a cultura portuguesa a partir da poética particular da companhia, fazendo brotar um projecto verdadeiramente português, no qual as estruturas que recebem o trabalho de criação são ao mesmo tempo intervenientes nesse trabalho e herdeiros das suas linhas fortes. Esta é a forma de criar uma ligação profunda entre o tecido cultural, social e artístico português com o projecto francês, criando possibilidades novas para ambos. Por outro lado, o projecto ZUR Portugal assegura a continuidade e a finalização que prometem fazer dele um momento forte de reflexão sobre a criação contemporânea.