LOOPS.LISBOA 2018

10

December
AUTOR(ES)
  • Vários
EXPOSIÇÃO
  • Inauguração:
  • 29 de Novembro
  • 30 de Novembro
  • a 3 de Fevereiro 2019
BILHETES
  • Entrada Livre
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Seleccionados LOOPS.LISBOA 2018
(Por ordem alfabética)

Aquela velha questão do som e da imagem

2’47’’, 2000

Sinopse

Uma paisagem que se move (através das bobines encontradas num cinema velho e devoluto), um observador fixo e uma banda sonora.
Este vídeo corresponde a um período de pesquisa e investigação levado a cabo no final dos anos 90, na qual explorava exaustivamente questões que se relacionavam com a fotografia, o cinema, o vídeo e o som. Questionando assim estes diferentes mas complementares suportes, transformando-os através do uso de outros meios artísticos e preservando o seu modo arcaico de funcionamento através das características próprias de cada um deles. Abrindo desta forma um salto para lá da objectividade que caracteriza a fotografia, onde através de um corpo maior de trabalho daqui derivado explorava o modo como olhamos e reenquadramos mentalmente uma imagem fixa. A fotografia estabelece uma fixação num tempo específico que não se apaga fisicamente em direcção a outro momento. Este apagar apenas ocorre ou pode decorrer no nosso sistema perceptivo. Característica humana contrária à reprodutibilidade sonoramente mecanizada da fotografia.
Começou para mim aqui uma grande questão entre o som e a imagem.

Ficha Técnica

Vídeo, conceito e fotografia
João Bento

Música
David Leitão

João Bento

Licenciado em Artes Plásticas pela ESAD-Caldas da Rainha, Portugal. Desde 2004 compõe som para performances, dança, filmes experimentais, peças de teatro e live acts. O seu trabalho articula instrumentos analógicos e objectos sonoros, usados num contexto multidisciplinar. Relacionando arquivos de som e processos que questionam a memória e o território, criou em 2012 a peça ”366 Sound Daily Project” instalação áudio desenvolvida para o ECOS Encontros sobre Escuta e Lugar na Trienal de Arquitectura de Lisboa (2013) e a instalação “Cactus” (2016) para o evento Lisboa Soa, encontro Internacional de Arte Sonora Urbanismo e Cultura Auditiva. Criou a instalação sonora e visual "8 Linhas" (2018) e "Correspondência" (2018) para a programação cultural Caminhos Médio Tejo. Entre 2003 e 2006 coordenou o Projecto VS (plataforma internacional de vídeo experimental) com o IMAGO Film Fest.

O Guarani (direita e esquerda)

19’07’’, 2018

Sinopse

Acompanhando o som da música “O Guarani” de Carlos Gomes, as mãos direita e esquerda revezam-se para desenhar com caneta esferográfica vermelha, círculos no meio da bandeira do Brasil. Ao invés de concluir um desfecho, o movimento reitera-se numa continuidade de idas e vindas: a música e a acção invertem-se, regressando ao ponto de partida.

Ficha Técnica

Vídeo-performance
Letícia Larín

Letícia Larín

Letícia Larín nasceu em São Paulo em 1982, de 2012 a 2016 residiu em Lima, e desde 2017 vive e trabalha em Lisboa.
Em 2018, a artista apresentou uma performance no 515 Bendix (Los Angeles), em 2017 na ABLI – Bienal de Arte de Lima, entre outros. Em 2018 realizou a residência Paul Artspace (St. Louis, MO), e em 2016, a Atalaia Artes Performativas (Almodôvar, PT) e a Rat Puerto Mitla Residencias Artísticas (Cidade do México).
As suas principais mostras individuais ocorreram em Lima – Centro Cultural Ricardo Palma (2018) e Socorro Espacio Polivalente (2015) –, e em 2017, apresentou duas instalações de grandes dimensões em Portugal (Casa da Cultura de Ílhavo e Edifício da INATEL, Braga). A artista participou em exposições colectivas no Peru desde 2014 e no Brasil desde 2002, das quais destacam-se, Concurso de Arte Contemporáneo Joven (CCRP, Lima, 2014) e Paradoxos Brasil – Rumos Artes Visuais 2005/2006 (CDMAC, Fortaleza; Paço Imperial, RJ; Instituto Itaú Cultural, SP).

Periodo Azul

11’45’’, 2018

Sinopse

A revisitação de obras icónicas de ‘grandes mestres da arte’ (do séc. XX ao presente) por ordem não necessariamente cronológica é centrada na cor azul, ponto de partida para a narrativa que se desenrola (literalmente) sobre um rolo de papel. Este é, sucessivamente, rodado/desenhado/rodado, num movimento mise en abîme que reproduz materialmente o loop imaterial da imagem.
A construção de imagens icónicas (e irónicas) faz-se, inicialmente, a partir das ferramentas tradicionais do desenho/pintura, media que vão sendo substituídos por objectos domésticos/íntimos, culminando numa sugestiva masturbação.
O loop reformula o significado das acções e dos objectos convocados. O efeito de espelho entre o loop e o seu reflexo sublinha a repetição (sistemática) de uma tendência (sistémica) nos momentos significativos de transição na arte ocidental, assinalando a constante nas convenções substituídas e substituintes. A página volta sempre a ficar em branco: pronta a ser reescrita.

Ficha Técnica

Realização e produção
Mané

Imagem e edição
Mané
Bernardo Fachada

Agradecimentos
Ana Cristina Cachola
Marta Espiridião
Tiago Pereira
João Rosas

Mané

Licenciou-se em Arte Multimédia (especialização em Performance e Instalação), distinguida com a Bolsa de Mérito 2009/10 da Universidade de Lisboa e o prémio BPI/FBAUL 2010. Também é licenciada em Saúde Ambiental e Pós-graduada em Design Urbano e Arte Pública. Este background continua a produzir grande influência no trabalho que produz onde explora as relações entre homem e ambiente, invocando, com frequência, a sexualidade do ponto de vista fisiológico/biológico e sociológico.
Participou no Festival de Landart de Cascais 2010 e na Residência Artística para Creadores de Iberoamérica en México, tendo exposto no Museo Diego Rivera-Anahuacalli e no Centro Cultural de España no México. Integrou a Mostra Nacional de Jovens Criadores 2009 na categoria de Artes Plásticas. Expôs recentemente no Museu das Artes de Sintra, Galeria Zé dos Bois, Zaratan e Escola das Gaivotas.