“(…) Veio-me à ideia que Deus tem uma fraqueza
Por esta arquitectura inalcançável que constrói a luz com a pureza
Do cristal e a obscuridade de par com o sonho
Deus criou as noites que engendram
Os sonhos, e as formas dos espelhos
Para que o homem saiba que ele próprio é reflexo
E vaidade. E, ao saber isso, ficamos alarmados.
Eu vejo os espelhos infinitos, elementares,
Carrascos de um antigo contracto,
Multiplicar o mundo como acto
De conceber, causador de insónias e fatídicos. (…)
Jorge Luis Borges
Concepção e realização João Botelho
Interpretação Suzana Borges
Textos de Jorge Luís Borges, Daniel Defoe e Joseph Conrad
Montagem João Botelho e Rajele Jain
Som Gerd Peun
Iluminação Alexandre Coelho
Adereços João Calvário
Produção Sérgio Parreira
Chantier Festival TEMPS D'IMAGES 2005 / DUPLACENA (Lisboa)
Apoio: Fundação Calouste Gulbenkian – Serviço de Belas Artes + logo FCG
Agradecimentos: Metropolitano de Lisboa, Pastelaria Bénard, British Bar