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Entre 1926 E 1976, Alfred Hitchcock realizou cinquenta e dois filmes de longa metragem. Em trinta e um desses filmes, o mesmo realizador aparece, fazendo figuração especial, uma vez em cada filme. Em dois deles, The Lodger e Under Capricorn, figura duas vezes em cada filme. Em Lifeboat, a sua foto está colocada no “antes”e “depois” de um anúncio de jornal. Em Dial M for Murder, Hitchcock pode ser visto na fotografia de uma reunião de grupo.

Em The Wrong Man, narra o prólogo do filme. Para Rope, foi mandado fazer um anúncio em néon com o seu perfil - imagem de marca da série televisica Alfred Hitchcock presents - para ser colocado na fachada de um prédio.
Este conjunto eclético e diversificado de aparições de Alfred Hitchcock dentro da sua obra, que começam por ser uma necessidade criada pela falta de figurantes, e acabam por se transformar numa assinatura - passando ainda por ser uma superstição, um gag, uma blague, um jogo de rato e gato e um ponto focal de detenção da atenção do espectador é habitualmente designado por ”Cameo Roles”, uma expressão idiomática que refere papéis curtos, mas habilmente desempenhados, em cinema. Neste Estaleiro, Catarina Campino e Francisco Camacho tencionam tomar como ponto de partida
esta inquietante particularidade da obra de Alfred Hitchcock confrontando-a com os seus respectivos universos autorais. Estreia no âmbito do Festival Temps d’Image - Bélgica


Autoria Francisco Camacho e Catarina Campino ............................ Interpretação Francisco Camacho.............................................. Realização, Imagem e montagem Vídeo Catarina Campino
Direcção Técnica Pedro Machado
................................................ Produção Executiva Paula Pereira / EIRA ....................................... Fotografia (Francisco Camacho) David Miguel

 

 

 
   
 
 

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FRANCISCO CAMACHO

CATARINA CAMPINO