A Morte Nos Olhos

Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins

13

November
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A MORTE NOS OLHOS
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AUTOR(ES)
  • Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins
DATA
  • 3 e 4 de Novembro
  • 21h30
DURAÇÃO
  • 60’
IDIOMA
  • Português
LOCAL
  • Sala Novas Tendências / Comuna - Teatro de Pesquisa
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BILHETES
CLASSIFICAÇÃO
  • M/16
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Sinopse

Medusa abre ainda um sorriso sedutor e imobilizante. A persistência desta figura ambígua através das épocas, em poemas e vasos, moedas e colunas, mosaicos e pinturas e esculturas, em romances e filmes de distintos géneros e mesmo em jogos de computador, indicia a dimensão axiomática da experiência humana que nela se coagula. As suas representações e os episódios mitológicos em que está envolvida são atravessados pela marca da ambivalência - animal e humano, mulher e homem, virgem e monstro, força mortífera e potência de criação – e talvez seja esta mesma ambivalência que a tenha tornado operador no âmbito de discursos contemporâneos sobre a linguagem, a identidade e as artes.
Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins propõem um trabalho de criação em colaboração com a coreógrafa Carlota Lagido, assente na reescrita das fontes antigas do mito de Medusa e Perseu. Entre os escombros diversos da cultura, querem confrontar a fábula com a sua violenta actualidade: desagregação da linguagem simbólica, horror provocado pelo homem capaz de matar, caos informe de onde teimamos nos apartar, sem sucesso. Ouvem-se os termos do repto e as descrições das provas, cruzam-se episódios da saga, talvez banal, de um rapaz que afirma a sua idade adulta; escutam-se os gritos e os cânticos dolorosos e o riso das Górgonas. Já se vêem tijolos de cimento empilhados, um muro; algures inscritos caracteres numa grafia difícil de identificar, gregos ou árabes, mediterrânicos com certeza: será “coral” ou “serpente” ou “cavalo alado” escrito a sangue? Areia. Uma arquitectura pobre banhada a quente e a frio ao mesmo tempo: o corpo à mostra, a luz fixa.

Ficha Técnica

Concepção, dramaturgia, luz e interpretação
Alexandre Pieroni Calado

Concepção, design de cena, música e interpretação
João Ferro Martins

Direcção coreográfica
Carlota Lagido

Direcção técnica
João Chicó - Contrapeso

Operação técnica
Flávio Martins

Registo e edição vídeo
Nuno Barroso

Fotografia
Nuno Direitinho - Widegris

Design de comunicação
Miguel Pacheco Gomes

Produção
[A+] Artes e Engenhos

Co-produção
República Portuguesa - Cultura | DGARTES - Direcção Geral das Artes
Câmara Municipal de Almada

Apoios e Agradecimentos
Departamento de Ciências Sociais Aplicadas / Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
Centro Juvenil / Câmara Municipal de Montemor-o-Novo
Latoaria
Escola da Noite
Bar Damas
Edições Senhora do Monte
Antena 2
Rádio África
Rádio Universidade de Coimbra

Bio

Alexandre Pieroni Calado
Alexandre Pieroni Calado nasceu em Lisboa (1975), faz e investiga teatro. Tem trabalhado com artes performativas, visuais e sonoras, tendo criado nos últimos anos os espectáculos A Parede (2019) e A Morte e a Donzela. Dramas de Princesas (2015), com textos de Elfriede Jelinek, Woyzeck 1978 (2014), a partir de Georg Büchner, Quarteto (2013), de Heiner Müller, e Pregação (2012), entre outros. Desenvolveu a peça de auto-teatro Kaspar: Palavra Soprada (2017), a partir de texto de Peter Handke. Actuou em Tartufo, de Rogério de Carvalho (TM Almada, 2014) e participou como actor nos filmes Ramiro, de Manuel Mozos (2017) e Como Fernando Pessoa Salvou Portugal, de Eugéne Green (2018), tendo também colaborado em trabalhos de artes visuais como Interiores, de Rubene Palma Santos (Atelier 289, Faro 2018) e Debaixo do Vulcão, de Hugo Canoilas (MNAC, Lisboa 2017).

João Ferro Martins
João Ferro Martins licenciou-se em Artes Plásticas na Escola Superior de Arte e Design (IPL Caldas da Rainha). Trabalha como artista visual, sonoro e performativo. As suas exposições individuais mais recentes incluem La cosa che vuoi dirmi è bella o brutta? (2014), Reprise (2014), Contínuo (João Ferro Martins e Miguel Palma, 2013), Ficção Científica (2012), Ana Santos e João Ferro Martins (2011), F.O.R.M.E.L. - Faux, Ordinaire, Revêche, Manipulateur, Egoïste, Lascif (2011), From L to L and back again (João Ferro Martins e Ruth Proctor, 2011), Suite per vino solo (2011). Desenvolveu temas sonoros originais para os espectáculos Quarteto (2013), Woyzeck 1978 (2014) e Dramas de Princesas (2015), e criou uma instalação sonora para o projecto Parole Soufflée (2016), de Alexandre Pieroni Calado. Com este artista criou ainda o espectáculo O Declive e a Inclinação - fragmentos do mito de Sísifo (2016).
3
Novembro
A MORTE NOS OLHOS
Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins
21h30, Sala Novas Tendências / Comuna - Teatro de Pesquisa
4
Novembro
A MORTE NOS OLHOS
Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins
21h30, Sala Novas Tendências / Comuna - Teatro de Pesquisa