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FRANCISCA MANUEL E ELIZABETE FRANCISCA // TRAVEL SHOT (2015)
MNAC - MUSEU DO CHIADO // 14 OUT. 2015 > 24 JAN. 2016
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Para além das imensas possibilidades de um espaço e daquilo que pode convocar ou sugerir, interessa-nos principalmente reflectir sobre a potência da acção, a potência do agir, a potência do que uma matéria (ou alguém) pode convocar e criar. Isso parece-nos ser o motor para a criação de uma outra realidade que contrapõe um estado das coisas: aparentemente paralisado e amenizado, existindo sob a forma de sedativo para acalmar a alma, os ânimos gerais e o poder do imaginar.
Pensamos… isto pode funcionar como se um espaço originalmente estivesse num limbo, à espera de receber um sentido, um sentido que se aproxima, na própria ideia de criar estados de existência. Esse estar e ser só pode existir num fluxo contínuo de informações que nos atravessam e trespassam. Somos feitos de memórias, factos, desejos, impulsos e de tudo aquilo que ainda não sabemos. Esse estar vital só é possível se transportarmos em nós aquilo que já foi e aquilo que será, num aqui e agora amplamente poroso e disponível. Uma permeabilidade no manuseamento do sentido das coisas é uma forma de ver. O espaço expande-se, e quando o tempo é múltiplo tudo pode acontecer. Talvez a isso possamos chamar escolha, numa contradição que há-de sempre escapar:
“if i was where i would be then i’ll be where i am not,
here i am, where i must be, where i would be, i am not” (Katie Cruel, Karen Dalton)

    Criação: Elizabete Francisca e Francisca Manuel / Realização, Imagem e Edição: Francisca Manuel / Interpretação: Elizabete Francisca / Pós-¬produção áudio: Paulo Machado / Produção: Elizabete Francisca e Francisca Manuel
Agradecimentos: Duarte Martins, Paula Pereira, Susana Batel