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NO ECRAN – CINEMA // LOOPS.LISBOA
1º Open Call TDI Artes Visuais – Cinema/Video
   
   

 

CERIMÓNIA DE ENTREGA DE PRÉMIOS
MNAC - MUSEU DO CHIADO // 12 JAN 2016 _ 19h30


O anúncio será antecedido por uma conferência de Delfim Sardo às 18h30 sobre o loop.

Vídeo: Fernando Marques

   

Pode parecer elementar falar de criação em loop hoje em dia. Se pensarmos no exemplo mais extremo e banal desta forma de linguagem audiovisual, poderíamos falar dos incontornáveis vídeos .gif que povoam as nossas redes sociais e aplicações móveis de mensagens e que, essencialmente, representam / significam pura diversão e entretenimento.
Porém, se por um lado esta associação contemporânea vulgariza esta forma de criar, por outro cria uma grande injustiça: sem o loop, não haveria nem o cinema nem a videoarte como a entendemos hoje.
O loop é o berço da história da imagem em movimento. A sua lógica da repetição, que originalmente fez da inércia movimento, atravessou o século XX e XXI com as mais diversas formas de expressão autoral. Dos dispositivos ópticos do pré-cinema (Phenakistoscope, Zootrope, Kinetoscope), passando logo a seguir pela obra de Duchamp, pela pop art e por grandes nomes como Dan Graham, Martin Arnold e mesmo Harun Farocki, o loop demonstra uma invejável vitalidade enquanto elemento essencial do movimento audiovisual.
São inúmeros os exemplos de diversidade de processos, recursos narrativos e abordagens poéticas atribuídos ao filme-loop ao longo das décadas. Das obras circulares, que sempre voltam ao mesmo ponto (não sem antes criar novos significados para as imagens), até chegar aos trabalhos espirais, que extrapolam geometricamente as suas partes constituintes, rumo a um moto-contínuo, as possibilidades do loop dependem apenas da criatividade de quem manipula a imagem consoante o espaço, o tempo e o ambiente de projeção e intervenção. Seja através de material autoral ou reapropriado, a criação de significados e sentidos literalmente nunca tem fim.
E é para desafiar os artistas portugueses, e estrangeiros residentes em Portugal a uma exploração desta célula-tronco da imagem que o TEMPS D’IMAGES LISBOA criou o LOOPS.LISBOA.

Nesta edição inaugural do Loops.Lisboa, recebemos mais de uma centena de obras, representando uma riquíssima diversidade de qualidades visuais, conceptuais, performativas, narrativas e cinemáticas.
Com enorme dificuldade, foram escolhidos os três finalistas entre inúmeras propostas.
LOOPS.LISBOA, no âmbito do festival Temps D’Images 2015 orgulha-se, numa colaboração com o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, em apresentar três exemplos contemporâneos e representativos da revisão permanente que caracteriza esta unidade essencial da linguagem da imagem.

Alisson Avila e Irit Batsry

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