NO PALCO // ESPECTÁCULOS

LUIZ ANTUNES e SÉRGIO DIOGO MATIAS // PASTICHE
CLUBE ESTEFÂNIA | 13 > 14 DEZ | 21h00

 
Direcção e criação artística: Luiz Antunes, Sérgio Diogo Matias | Interpretação: Flora Détraz, Luís Guerra, Sérgio Diogo Matias | Música: Diogo Alvim | Figurinos: Aleksandar Protic | Desenho de Luz: Zeca Iglésias | Fotografia: Margarida Dias | Tradução: Miguel Côrte-Real | Consultadoria artística: Gil Mendo | Produção e Gestão de Projecto: João Guimarães | Residência Artísticas: Fórum Dança e Rumo do Fumo | Produção: -mente | Apoio: Companhia Olga Roriz, Bomba Suicida, E.E.D.C.Anna Mascolo, Fórum Dança, Nome Próprio, O Rumo do Fumo, Teatro Praga e DuplaCena | Financiamento: Fundação Calouste Gulbenkian.
 

“Um trajecto coreográfico que se faz passando de um interesse pela memória dos lugares onde as suas danças se inseriram para um interesse pelo dizer do corpo. O corpo, essa entidade onde o passado e o presente se entretecem.”
Maria José Fazenda

O interesse pelo que nos antecede, pelo que nos vem construindo, o que ficou e o que pode acontecer. Manifestamente, Pastiche surge a partir de uma reorganização de materiais e formulações assentes em pressupostos coreográficos existentes. É, simultaneamente, uma pesquisa e o enaltecimento de marcos estéticos e de linguagens específicas. Parte-se de uma apropriação de fragmentos emblemáticos, ajudando na construção de uma memória colectiva da escrita coreográfica e da imagética de alguns dos mais representativos coreógrafos das duas últimas décadas da dança contemporânea portuguesa.
Ideias, formas e sons remontam a fotografias que marcam sensações e convergem num ambiente imparcial, a construção experimenta a comparação, duplicação e sobreposição. Fragmentos que assumem o mundo e passam a existir em si mesmos.

”(…) a possibilidade necessária a propósito da liberdade que as artes têm de explorar e de atualizar as imagens do passado. Porque, se é verdade que existe um reportório e um património que justifiquem o presente e que devem ser a todo o momento reinterpretados e vivificados, é também verdade que hoje se sofre de outra maneira, nos alegramos de outra maneira, criamos mundos de outros modos. Por isso é possível esperar pelo que hoje é o inimaginável e que será o reportório surpreendente do futuro.”
George Steiner apud António Pinto Ribeiro