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  ESPECTÁCULO
CARPE DIEM | 12 NOV | 14h15 > 15h15
CARPE DIEM | 12 NOV |
16h15 > 18h15
 
Esta peça faz parte do ciclo de criação: re|action | Parceiros: Carpe Diem Arte e Pesquisa / Temps d'Images Festival / Institut Français | Apoios: Regional Cultural Affairs Office of Ile-de-France - French Ministry of Culture and Communication - Grant for the choreographic compagny 2009-2010 - Grant for a project 2011/Ile-de-France Region agreement of artistic and cultural permanency/Association Beaumarchais-SACD - support to creation 2009/Ile-de-France Region and Département de Paris - support to employment | Residência Artística: CAC Brétigny (France) / Residência de 1 a 12 de Outubro de 2011 em Iaspis, Stockholm (Sweden) e em residência aberta durante o ano de 2012 em Baltic Art Center, Gotland (Sweden) | Annie Vigier & Franck Apertet (les gens d'Uterpan) são apoiados por: General Council of Essonne | Apoio à Residência: CAC Brétigny, equipment of the Val d'Orge Community
 
   
 

CASTER
ANNIE VIGIER & FRANCK APERTET

Annie Vigier & Franck Apertet (les gens d'Uterpan) examinam as normas que definem a dança e as artes performativas. Ao aparecer em diferentes espaços que revelam a acção do corpo, ou ao adaptar-se ao próprio espaço, provocam as condições para uma nova reflexão sobre os diferentes métodos de representação, produção e interpretação da performance.
As suas performances foram apresentadas no Project Arts Centre Dublin, na Tate Modern London, no Institute of Contemporary Arts London, no Kunsthalle Basel, no VI Cali Performance Festival, no Museu de Arte Moderna de Varsóvia, no Kunsthaus Graz-Museum Joanneum, na Bienal de Arte Contemporânea de Berlim em 2008 e 2010, no Nam June Paik Art Center de Seul, entre outros lugares...

Caster *
* Estrangeirismo na língua francesa do verbo inglês "to cast" (lançar), adoptado pelo mundo audiovisual e artístico francês, re-interpretado aqui para descrever esta peça coreográfica.

A posição do coreógrafo determina e organiza um sistema hierárquico. Implica uma relação de autoridade baseada na observação. A disciplina da dança estabelece esta situação dando à pessoa que observa o poder de direcção absoluto. O “status” do coreógrafo requer que efectuemos uma constante avaliação das capacidades físicas, das qualidades morfológicas e do funcionamento psicológico das pessoas.
Uma série de instruções, estratégias, afirmações, validações e rejeições alimentam e activam o ditado de obediência e subordinação ao nosso ponto de vista. Esta posição define-nos como autorizados a analisar e organizar, um conjunto de valores objectivos e subjectivos sobre o corpo do bailarino.
Ao ser transportada para um espaço expositivo, a activação da relação entre indivíduos anónimos traduz-se numa forma crítica de uma verdadeira instalação de pessoas. A função do coreógrafo é a de um auto-proclamado poder. Autorizado a analisar, gerir, organizar e agir sobre os corpos apresentados num determinado espaço.