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  INSTALAÇÃO
PALÁCIO QUINTELA | 12 > 22 NOV |
10h00 > 22h00
[instalação – concerto] ......... 12 e 19 NOV | 22h00 .......
12 e 19 NOV | 22h00 [instalação /concerto por Ricardo Webbens]
       
Concepção e Realização: Carlos Gomes e Fran Lopez Reyes | Direcção de Fotografia: Miguel Robalo | Banda Sonora Original: Ricardo Webbens | Som: Raquel Jacinto | Produção Executiva: Bárbara Viseu | Esta instalação é um dos resultados do projecto artístico UMA – Ultra Maratona Atlântica financiado pela DGArtes | O filme/documentário estreará em 2012 | Co-produção: MGC Arquitectos/Duplacena | Apoios: Câmara Municipal de Grândola e Casino de Tróia
 
 
  Projecto Financiado pela
       
 

UMA CARLOS GOMES
........... e FRAN LOPEZ REYES

"Para o existente, a distância é conhecimento, recordação e analogia." in "A Velocidade de Libertação", Paul Virilio

A Ultra Maratona Atlântica é uma prova de atletismo percorrida pela areia da praia, na costa alentejana, em Portugal. Quarenta e três quilómetros que medem quantitativamente a distância entre Melides e Tróia ao longo do Oceano Atlântico, num território de rara beleza natural, com um dos litorais menos intervencionados do continente europeu. Aliando resistência física e psicológica, espírito de sacrifício e prazer de correr, os atletas desafiam os seus próprios limites. Trata-se de uma competição única em Portugal e em toda a Europa, não só pela natureza do piso em que decorre e pela auto-suficiência a que os atletas se submetem, mas também pela particularidade de percorrer uma linha cartográfica que é ela própria o espaço-limite, entre o mar e a terra, do território que a integra e substancia, definindo-o.

O enquadramento paisagístico desse território sublima o impulso de correr para escapar, de correr pela vida, que encontra ali, afinal, uma linha bem definida e segura. O objectivo, para a maioria dos atletas é chegar ao fim e a maior compensação, mais do que superar os seus próprios limites, inscrever na memória do seu corpo aquela distância, como o vínculo que liga o espaço e o esforço, a duração e a extensão de uma fadiga física, dando medida, uma grandeza sensível, à experiência de cada um.

A instalação, em tríptico, aborda o conceito de "trajectividade" tão caro a Paul Virilio. Entre a subjectividade da nossa percepção do território e a objectividade do mesmo, uma imersão na intensidade desse tempo psicológico do “Ser em trajecto”, como forma de (re)conhecimento do estar no mundo. As coreografias dos atletas, ao longo da sua preparação para a prova e no dia da corrida, e as nossas ao acompanhá-los; e “nesse movimento daqui para ali, de um para outro lugar”, a construção da iconografia cenográfica da memória de um território, sob a influência da tensão entre o desejo físico de uma liberdade primordial e a percepção de uma finitude de horizontes a que o homem contemporâneo não consegue escapar.

Carlos Gomes e Fran Lopez Reyes