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COLVILLE
ANDREAS SCHULTZ
Alemanha | 2008, 66’

SESSÃO 10
15 NOV | 14h30
Museu Colecção Berardo - Sala Polivalente

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

“Suspeito que o que perturba as pessoas na minha obra, onde elas vêem mistério e intriga, pode muito bem ser a ideia de que as coisas comezinhas são importantes.”

Este filme é sobre a razão por que a pintura será sempre importante – como meio de defender a nossa memória contra o bombardeamento de imagens e de nos recordar a temporalidade das nossas vidas. Alex Colville, actualmente com 87 anos, é o mais famoso pintor canadiano vivo...
Ao invés de muita gente que nada mais vê senão o que tem diante de si, Alex Colville vê tudo o que tem diante de si. Dá forma ao que os outros apenas pressentem difusamente, dando-lhes a ver no seu trabalho: a fragilidade da existência, o seu vazio e a ameaça do fracasso. A vacuidade tem sido tema silencioso na cultura americana. Não se pode falar dela, é tabu. Mas houve quem conseguisse pintá-la – primeiro Hopper, depois Colville.
“A civilização é uma espécie de frágil concha, que podemos facilmente calcar e perder. Olhando para as minhas pinturas, as pessoas apercebem-se disto e ficam irritadas. Provavelmente tenho mais consciência da iminência duma coisa assim do que muitas outras pessoas.”

 

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Realização Andreas Schultz | Fotografia Alexander Gheorghiu | Som Chris Wright | Montagem Chris Wright | Produção WDR