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O SILÊNCIO DA INOCÊNCIA CLAUDIA SCHMID SESSÃO 4 |
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“Já reparei que a arte, a estética, oferece um meio de transformar, de transcender, de cambiar completamente tudo quanto sempre fez parte da vida humana, incluindo o que consideramos cruel e horrendo.” Um dia, durante a minha primeira exposição na Künstlerhaus de Viena, em 1971, todos meus quadros apareceram cobertos de papelinhos autocolantes com os dizeres: «arte degenerada». Fiquei a saber que estava para sempre condenado à berlinda. Como se tivesse o dom de acertar sempre no alvo – doutra forma não se entendia como podiam as minhas obras suscitar tanta emoção, tanta agressividade e excitação. O quadro, por si só, não pode ser razão suficiente, porque é uma ficção, bidimensional, meros miligramas de tinta em papel ou tela, nada mais; nada que fira. |
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