|
|||||||||||||||||||||||
| [programa / espectáculos / lúcia sigalho] | |||||||||||||||||||||||
E A MULHER TEVE MORTE LÚCIA SIGALHO 14 a 17 NOV | 21h30 |
|||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||
|
Morreu uma mulher às nove horas da manhã à porta do infantário onde ia deixar o seu filho de seis anos. O ex-marido, um polícia a quem já tinha sido retirada a arma, roubou a arma de um colega, deslocou-se setenta quilómetros, fez-lhe uma espera, foi directo a eles, arrancou-lhe o filho e, com a criança pela mão, disparou dois tiros sobre a mãe. Matou-a e fugiu com a criança. O presidente da Câmara de Santarém declarou à imprensa que “a mulher teve morte quase instantânea”. Assim. Não sei mais nada sobre ela. Sequer o nome, a cor dos cabelos, se era alegre ou triste ou o que levava nos olhos. Mas este apagamento, este esquecimento que a morte lhe trouxe é a morte “matada”. Ela passou a ser “a mulher”, “a mulher” morta. E a memória, a memória dela, passou a ser nada. |
|||||||||||||||||||||||
|
:: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: :: Dramaturgia, Pesquisa e Textos – Lúcia Sigalho, Fernanda Câncio e Mafalda Ivo Cruz | Interpretação – Deborah Crystal e outros a anunciar | Som – João Lucas | Luzes – Daniel Worm D’Assumpção | Cenário e Figurinos – João Pedro Vale | Produção – Sensurround | Co-Produção – Festival Temps d’Images e Teatro Maria Matos |
|||||||||||||||||||||||
| :: © DuplaCena2009 | |||||||||||||||||||||||